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Versículo do Dia


domingo, 11 de outubro de 2015

No que creio

Doutrinas Batistas 

DEUS
O único Deus vivo e verdadeiro é Espírito pessoal, eterno, infinito e imutável; é onipotente, onisciente e onipresente; é perfeito em santidade e justiça, verdade e amor(1). Ele é o criador, sustentador, redentor, juiz e Senhor da História e do Universo. Em sua triunidade se revela como Pai, Filho e Espírito Santo – pessoas distintas, mas sem divisão em sua essência(2).

(1) Deuteronômio 6.4; Jeremias 10.1; Salmo 139; 1Coríntios 8.6; 1Timóteo 2.5,6; Êxodo 3.14; 6.2,3; Isaías 43.15; Mateus 6.9; João 4.24; 1Timóteo 1.17; Malaquias 3.6; Tiago 1.17; 1Pedro 1.16, 17   //   (2) Mateus 28.19; Marcos 1.9-11; 1João 5.7; Romanos 15.30; 2Coríntios 13.13; Filipenses 3.3

I. O Pai
Como Criador manifesta disposição paternal para com todos os homens(1). Ele é Pai de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a quem enviou a este mundo para salvar os pecadores e fazer deles filhos por adoção(2).

(1) Isaías 64.8; Mateus 6.9; 7.11; Atos 17.26-29; 1Coríntios 8.6; Hebreus 1.29   //   (2) Salmo 2.7; Mateus 3.17; 17.5; Lucas 1.35; João 1.12


II. O Filho: Jesus Cristo
Jesus Cristo, um em essência com o Pai, é o eterno Filho de Deus(1). Ele se fez carne na pessoa real e histórica de Jesus Cristo sendo, em sua pessoa, verdadeiro Deus e verdadeiro homem(2). Jesus é a imagem expressa do Seu Pai, a revelação suprema de Deus ao homem(3). Ele expiou a culpa de nossos pecados, conquanto ele mesmo não teve pecado(4). Para salvar-nos do pecado, morreu na cruz, foi sepultado e ao terceiro dia ressurgiu dentre os mortos. Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens e o único e suficiente Salvador e Senhor(5).

Para nós, batistas, a fonte suprema da autoridade cristã é o Senhor Jesus Cristo. Sua soberania emana da eterna divindade e poder – como o unigênito Filho do Deus Supremo –, de sua redenção vicária e ressurreição vitoriosa.

(1) Mateus 1.18-23; 3.17; 8.29; 14.33; 16.16, 27; 17.5; Marcos 1.1; Lucas 4.41; 22.70; João 1.1,2; 11.27; 14.7-11; 16.28  //  (2) Isaías 7.14; Lucas 1.35; João 1.14; Gálatas 4.4.5   //   (3) – João 14.7-9; Mateus 11.27; João 10.30, 38; 12.44-50; Colossenses 1.15, 19; 2.9; Hebreus 1.3   //   (4) Romanos 8.1-3; Filipenses 2.1-11; Hebreus 4.14, 15; 1Pedro 2.21-25   //   (5) João 14.6; Atos 4.12; 1Timóteo 2.4,5; Atos 7.55, 56; Hebreus 4.14-16; 10.19-23

III. O Espírito Santo
É o Espírito da verdade(1), que ilumina os homens e os capacita a compreenderem a verdade divina(2). Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo de Deus(3); opera a regeneração do pecador(4); sela o crente para o dia da redenção final(5) e guia-o em toda a verdade(6). O Espírito Santo é a presença ativa de Deus no mundo e, particularmente, na experiência humana. É Deus revelando Sua pessoa e vontade ao homem. Ele dá aos cristãos poder e autoridade para o trabalho do Reino de Deus(7).

(1) João 16.13; 14.17; 15.26   //   (2) Lucas 12.12; João 14.16, 17, 26; 1Coríntios 2.10-14; Hebreus 9.8   //   (3) João 16.8-11   //   (4) João 3.5; Romanos 8.9-11   //   (5) Efésios 4.30   //   (6) João 16.13   //   (7) Atos 1.8

A BÍBLIA
Para os batistas, a Bíblia, e em particular o Novo Testamento, constitui a única regra de fé e conduta. A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana(1), e foi escrita por homens e mulheres inspirados pelo Espírito Santo(2). É um perfeito tesouro de instrução divina e tem por finalidade revelar os propósitos de Deus à humanidade, levar os pecadores à salvação, edificar os cristãos e promover a glória de Deus(3). Ela deve ser interpretada sempre à luz da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo(4).

(1) Salmo 119.89; Hebreus 1.1; Isaías 40.8; Mateus 24.35; Lucas; 24;44,45; João 10.35; Romanos 3.2; 1Pedro 1.25; 2Pedro   //   (2) Êxodo 24.4; 2Samuel 23.2; Atos 3.21; 2Pedro 1.21   //   (3)  Lucas 16.29; Romanos 1.16; 2Timóteo 3.16, 17; 1Pedro 2.2; Hebreus 4.12;  Efésios 6.17; Romanos 15.4   //   (4) Lucas 24. 44, 45; Mateus 5.22, 28, 32, 34, 39; 11.29, 30; João 5.39, 40; Hebreus 1.1, 2; João 1.1, 2, 14

O HOMEM (A HUMANIDADE)
Os batistas creem que o homem foi criado por Deus conforme à sua imagem e semelhança e disso decorre o seu valor e dignidade(1). Seu corpo foi feito do pó da terra e para o mesmo pó há de voltar(2). Seu espírito procede de Deus e para Ele retornará. O homem foi criado para a glorificação de Deus(3); tem capacidade de perceber, conhecer e compreender a verdade revelada por Deus.

(1) Gênesis 1. 26-31; 18.22; 9.6; Salmo 8.1-9; Mateus 16.26   //   (2) Gênesis 2.7; 3.19; Eclesiastes 3.20; Mateus 16.26   //   (3) Atos 17.26-29; 1João 1.3, 6, 9

PECADO
O pecado entrou no mundo por um ato de desobediência contra seu Criador. Por causa disso o homem caiu e assim perdeu a comunhão com Deus e dele ficou separado(1). Todos somos, por natureza, pecadores(2). Todo pecado é cometido contra Deus, mas o mal praticado pelos homens também atinge seu próximo(3). O pecador maior consiste em não crer na pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus, como Salvador pessoal(4).

(1) Gênesis cap. 3; Romanos 5.12-19; Efésios 2.12; Romanos 3.23   //   (2) Romanos 3.23   //   (3) Mateus 6.14, 15; 18.21-35; 1Coríntios 8.12; Tiago 5.16   //   (4) João 3.36; 16.9; 1João 5.10-12

SALVAÇÃO
A salvação é outorgada por Deus pela Sua graça, mediante arrependimento do pecador e da sua fé em Jesus Cristo como único Salvador e Senhor(1). A salvação é individual e significa a redenção do ser humano na inteireza do seu ser(2). É uma dádiva gratuita de Deus e que compreende: a Regeneração, a Justificação, a Santificação e a Glorificação(3).

A Regeneração(4) é o ato inicial da salvação em que Deus faz nascer de novo o pecador perdido, dele fazendo uma nova criatura em Cristo. A Justificação(5) é o ato pelo qual Deus, considerando os méritos do sacrifício de Cristo, absolve, no perdão, o homem de seus pecados e o declara justo. A Santificação(6) é o processo que, principiando na Regeneração, leva o homem à realização dos propósitos de Deus para sua vida e o habilita a progredir em busca da perfeição moral e espiritual. E a Glorificação(7) é o ponto culminante da obra da salvação. É o estado final, permanente, da felicidade eterna no Céu, dos que são redimidos pelo sangue de Cristo.

Devido a sua natureza pecaminosa, o homem não pode salvar-se a si mesmo. Mas Deus tem uma atitude benevolente para resgatá-lo. A salvação, portanto, não é resultado dos méritos humanos, antes emana de propósito e iniciativa divinos. A salvação do pecado é a dádiva de Deus por meio de Jesus Cristo, condicionada, apenas, pelo arrependimento em relação a Deus, pela fé em Cristo Jesus e pela entrega incondicional a Ele como Senhor. 

(1) Salmo 37.9; Isaías 55.5; Sofonias 3.17; Tito 2.9-11; Efésios 2.8,9; Atos 15.11; 4.12   //   (2) Mateus 1.16, 24; Romanos 10.13; 1Tessalonicenses 5.23, 24; Romanos 5.10   //   (3) Romanos 6.23; Hebreus 2.1-4; João 3.14; 1Coríntios 1.30; Atos 11.18   //   (4) 1Pedro 1.3   //   (5) Romanos 5.1   //   (6) João 17.17   //   (7) 1Pedro 1.10,11

IGREJA
Igreja é uma congregação local de pessoas regeneradas e batizadas após professarem sua fé em Cristo. Tais congregações são constituídas por livre vontade dessas pessoas com a finalidade de prestarem culto a Deus, observarem as ordenanças de Jesus, meditarem nos ensinamentos da Bíblia para edificação mútua e para a propagação do Evangelho de Jesus Cristo(1).

Há também, no Novo Testamento, um outro sentido da palavra “igreja”, em que ela aparece como a reunião universal dos remidos de todos os tempos e lugares, estabelecida por Jesus Cristo e sobre Ele edificada, constituindo-se no corpo espiritual do Senhor, do qual Ele mesmo é a cabeça. A unidade desta igreja é espiritual e se expressa pelo amor fraternal, pela harmonia e cooperação voluntária na realização dos propósitos comuns do Reino de Deus(2).

(1) Atos 2.41, 42   //   (2) Mateus 16,18; Colossenses 1.18; Hebreus 12.22-24; Efésios 1.22, 23

CULTO
O culto a Deus, pessoal ou coletivo, é a expressão mais elevada da fé e devoção cristã. O culto não é mera forma e ritual, mas é uma experiência com o Deus vivo, através da meditação e da entrega pessoal. Não é simplesmente um serviço religioso, mas comunhão com Deus na realidade do louvor, na sinceridade do amor e na beleza da santidade.

BATISMO
O batismo é uma das duas ordenanças da igreja estabelecidas pelo próprio Senhor Jesus Cristo; a outra é a ceia do Senhor, sendo ambas de natureza simbólica(1). O batismo consiste na imersão do crente na água, após sua pública profissão de fé em Jesus Cristo como Salvador único, suficiente e pessoal(2). Simboliza a morte e o sepultamento do velho homem e a ressurreição para uma nova vida em identificação com a morte, sepultamento e ressurreição do Senhor Jesus Cristo e também prenúncio da ressurreição dos remidos(3). O batismo deve ser ministrado sob a invocação do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo(4).

(1) Mateus 3.5, 6, 13-17; João 3.22, 23; 4.1,2; 1Coríntios 11.20, 23-30   //   (2) Atos 2.41, 42; 8.12.36-39; 10.47,48   //   (3) Romanos 6.3-5; Gálatas 3.27; Colossenses 2.12   //   (4) Mateus 28.19; Atos 2.38, 41, 42; 10.48

CEIA DO SENHOR
A ceia do Senhor é uma das duas ordenanças da igreja estabelecidas pelo próprio Senhor Jesus Cristo; a outra é o batismo, sendo ambas de natureza simbólica. A ceia do Senhor é uma cerimônia da igreja reunida, comemorativa e proclamadora da morte do Senhor Jesus Cristo, simbolizada por meio dos elementos utilizados: o pão e o vinho(1). O primeiro simboliza o corpo de Cristo dado por nós no Calvário(2) e o segundo simboliza o Seu sangue derramado por nós pecadores. 

(1 e 2) Mateus 26.26-29; 1Coríntios 10.16, 17-21; 11.23-29


FONTE DA PESQUISA
“Pacto e Comunhão: documentos batistas”. Convicção Editora, 2010

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